• O Repouso do Guerreiro

    Livro que retrata o relacionamento intenso entre Geneviève e Renaud, explorando amor, desejo e dependência emocional em um contexto existencialista do pós-guerra.

  • O Salário do Medo

    Livro que inspirou o clássico filme de 1953 e a adaptação da Netflix em 2024. Narra a jornada de homens desesperados que transportam nitroglicerina por estradas mortais.

  • Bullying: Mais Sério Do Que Se Imagina

    Aborda o bullying no ambiente escolar, mostrando suas causas, consequências emocionais e a importância da conscientização e do respeito.

  • Os Códigos da Alegria

    É um livro de poesias e reflexões, que convida o leitor a encontrar a felicidade nas pequenas coisas do cotidiano, por meio de versos sensíveis e mensagens inspiradoras.

  • Para Sempre

    Após um acidente, Krickitt perde a memória e não reconhece o marido. Kim permanece ao seu lado, decidido a reconquistá-la.

  • Cinquenta Tons de Cinza

    Romance intenso entre Anastasia Steele e Christian Grey, que explora desejo, poder e os limites de uma relação fora dos padrões.

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Sobre a Traça

A Traça é uma livraria de Porto Alegre, RS, que dispõe de uma loja física e de uma operação pela Internet, vendendo tanto livros novos como usados.


O acervo hoje conta com aproximadamente 200.000 volumes, sendo que apenas 10.000 na loja física. Os demais ficam em um grande depósito, totalmente informatizado, que abastece a loja e atende os pedidos feitos pela Internet ou por telefone. Pedidos de livros que não estejam na loja podem ser feitos diretamente na loja ou para retirada lá mesmo, normalmente no dia seguinte, para livros em estoque.



Sua proprietária, a livreira Carmen Menezes, entrou no ramo em 1986, como sócia da Livraria Ao Pé da Letra. Em 1992, Carmen fundou a Ex-Libris Livros que, no ano 2000, lançou o site A Traça. O sucesso do site foi tanto que este acabou absorvendo a livraria e hoje ambos trabalham com a denominação Traça Livraria.

Sebos

Você já se perguntou por que as livrarias que vendem livros usados são chamadas de sebos? A origem desse nome é curiosa e cheia de história.

Antes da invenção da xerox ou de qualquer forma moderna de cópia, os estudantes da Universidade de Coimbra, em Portugal, precisavam se virar para estudar. Eles faziam resumos das matérias à mão e os reproduziam em litografias, conhecidas como sebentas. Com o tempo, o termo se espalhou e acabou influenciando a forma como se falava sobre livros, cópias e, mais tarde, sobre os lugares onde esses livros ganhavam novas vidas.

Os dicionários ajudam a entender como essas palavras evoluíram. O Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (1ª edição, 2001) explica que alfarrábio é um livro antigo ou velho, muitas vezes considerado sem importância, mas que pode ter valor justamente por sua antiguidade. Alfarrabista é quem compra e vende alfarrábios, ou quem gosta de colecionar e consultar livros antigos. O Houaiss também registra o termo caga-sebo, originalmente usado para designar pequenos passarinhos do interior, e que, com o tempo e o bom humor popular, passou a se referir a livrarias de livros usados. Daí surgiram ainda os termos caga-sebista (vendedor de livros usados), sebo (livraria de livros usados) e sebista (o dono ou vendedor desses estabelecimentos).

Assim, o nome “sebo” nasceu de uma mistura de tradição, cultura e criatividade popular. Hoje, quando alguém diz que vai “ao sebo”, está, sem perceber, mantendo viva uma longa história de amor pelos livros e pela troca de conhecimento.